WEB GEAR

A tecnologia por trás da internet

O browser dos sonhos setembro 16, 2008

Filed under: Análises e Eventos — marcelosurcin @ 7:53 pm
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Aurora (Part 1) from Adaptive Path on VimeoPara muita gente, nem vale a pena discutir qual é o melhor navegador da atualidade. A resposta é Firefox e pronto. A Fundação Mozilla, que anda caprichando bastante no marketing, poderia relaxar e deixar que a (justificada) fama do browser fizesse com que a sua popularidade continuasse a crescer, deixando a coisa no automático.

Só que eles não estão dispostos a fazer isso. Muito pelo contrário. Em um modelo idêntico ao do Google, a Mozilla abriu as portas virtuais dos seus laboratórios, com o site Mozilla Labs. O espaço mostra produtos e idéias ainda verdes, mas que têm tudo para amadurecer e render ótimos frutos.

O exemplo mais promissor dessa plantação de novidades é o navegador Aurora. Ele ainda não passa de um conceito, mas traz, ao mesmo tempo, um mensageiro instantâneo com direito a chamadas de voz, agenda de eventos, acesso remoto ao PC do interlocutor e uma nuvem de tags que se assemelha ao desktop de um sistema operacional. Tudo com um visual deslumbrante.

Se você assistir ao vídeo até o final poderá achar que parece muito devaneio dos caras, mas analisando aos poucos você percebe quase tudo faz sentido ali. Um exemplo prático é a cena em que um usuário envia um link para o outro, e essa URL já aparece filtrada na tela do navegador do destinatário, como se fosse um alerta do Messenger.

O histórico de contatos, downloads e páginas visitadas fica numa moldura em volta do browser. Esse conteúdo não é organizado por categoria e sim de acordo com tags, que podem ser encontradas por meio de uma caixa de busca –idéias que já poderiam ser executadas com a tecnologia atual.  Também é inegável a influência do iPhone e do Mac OS X no design do projeto, mais uma prova de que é possível implementar muitas das novidades propostas pela Mozilla.

O pecado mortal que parece rondar o Aurora é a opção de ocupar a tela toda. Como ficou provado pelo fracasso do Joost, ninguém quer saber de ficar com apenas um programa na área de trabalho –por mais bonito e futurista que ele seja.

 

O show do TechCrunch 50 (parte II)

Filed under: Análises e Eventos — marcelosurcin @ 7:50 pm
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Depois de 52 apresentações, muitos vídeos, posts e tweets, chegou ao fim o TechCrunch 50. O site Yammer, uma espécie de Twitter para grupos de trabalho, foi escolhido pela organização do evento como o melhor projeto. Além do reconhecimento trazido pela vitória, o Yammer levou um cheque de 50 mil dólares, valor quase simbólico perto das cifras milionárias que idéias inovadoras podem gerar.

Para chegar ao vencedor, o júri do evento levou em conta não apenas a originalidade da idéia, mas também o plano de negócio do projeto e sua viabilidade. Pensando assim, o Yammer realmente foi merecedor do prêmio. Restrito a usuários corporativos, o serviço permite que equipes publiquem mensagens curtas sobre as suas atividades, se comunicando com outras equipes da mesma empresa e assim produzindo melhor. É uma resposta para quem chama as redes sociais de social NOTworking.

Mas o Yammer não foi o único a brilhar. A seguir, vamos dar uma olhada em outros projetos interessantes que fizeram bonito no TC 50. Confira:

Busca no vídeo

O VideoSurf transforma em realidade uma recorrente promessa dos portais de vídeo online: realizar pesquisas por conteúdo baseando-se na identificação de imagens e não apenas em títulos, tags e outros dados informados por meio de texto. Grosso modo, o mecanismo do VideoSurf adiciona uma tag para cada frame de um vídeo e permite ao usuário fazer buscas específicas sobre um ator, uma cena ou até mesmo algum objeto ou cenário que aparece durante um filmete. Dá até para compartilhar as descobertas feitas nas buscas, guardando e enviando os trechos favoritos encontrados nos vídeos. O Google deveria correr e comprar essa startup.

Rumo à web semântica
O Flickr vai bem, obrigado. A Wikipedia, também. Mas porque não juntar as melhores qualidades desses dois sucessos da web 2.0 em um só serviço? Essa parece ser a proposta do serviço Fotonauts. Cada upload feito no álbum virtual do site é integrado com dados da Wikipedia e do Google Maps. Depois, é possível usar essas informações para criar tags inteligentes para as fotos e usar essas classificações em álbuns já existentes no Picasa e no Flickr. É uma das melhores iniciativas rumo ao tão sonhado cenário da web semântica.

Repórteres sem fronteiras (nem crachá)
O Iamnews conseguiu um jeito novo de executar uma idéia já manjada: aproveitar a “sabedoria das multidões” para criar uma cobertura jornalística coolaborativa online. A sacada do serviço é facilitar a comunicação entre blogueiros e jornalistas-cidadãos criando um canal onde o ‘publicador de notícias’ pede a ajuda de terceiros para encontrar fotos, artigos e vídeos. Depois, o material é reunido e publicado. O Iamnews  foi o vencedor da escolha popular, selecionado de um grupo de 100 startups que não fizeram parte do TC50, mas que encararam o DemoPit –uma espécie de série B do evento.

Rede filantrópica
O CauseCast pode não ter sido o projeto mais inovador do TC50, mas, com certeza, foi o serviço com as intenções mais nobres. Basicamente, o site é uma rede social que aproxima pessoas que precisam de ajuda das pessoas que querem ajudar. Todo mês, o site vai escolher 10 ONGs para serem ajudadas e os usuários poderão escolher quais instituições vai ajudar. Feito isso, o filantropo digital ganha um widget para exibir em seu blog ou em outras redes sociais. A idéia é engajar mais e mais pessoas em uma corrente do bem digital.

 

Análise do TechCrunch 50 (parte I) agosto 10, 2008

Filed under: Análises e Eventos,Uncategorized — marcelosurcin @ 7:46 pm
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O show do TechCrunch 50 (parte I)

Promovido pelo blog TechCrunch, o evento TechCrunch 50 reuniu nomes de peso e iniciantes. Colocou frente à frente empreendedores em busca do primeiro empurrãozinho e gigantes Marrissa Mayer, do Google, e Chris DeWolfe, do MySpace.  O primeiro dia de apresentações teve até a apresentação de uma rede social criada pelo ator Ashton Kutcher, famoso por “O Efeito borboleta” (e por casar com a Demi Moore).

A seguir (e nos próximos posts) faço um resumo com alguns destaques. Se você leu descobriu alguma novidade bacana que não foi contemplada aqui… mande uma dica nos comentários.

Crianças na mira
No ponta-pé inicial do evento pelo menos cinco projetos mostraram idéia que misturam compartilhamento de arquivos e redes sociais para conquistar corações e mentes dos jovens internautas. Merecem destaque;

O Tweegee mira os usuários na faixa entre 8 e 14 anos. A idéia é reunir jogos e páginas pessoais em uma rede segura, isto é, sem material pornográfico, ofensivo (e filtrando a pirataria). Assim, cada moleque teria 1 GB de espaço online para guardar e compartilhar vídeos, músicas e de quebra brincar com miniaplicativos desfarçados de jogos casuais.

O Blah Girls, de Ashton Kutcher, tem as meninas adolescentes como alvo. Sua meta é criar um espaço para vídeos sobre celebridades, fã-clubes e a troca de fofocas entre amigas. Apesar de parecer fútil, o site já tem um plano de negócios bem fundamentado, baseado em publicidade que apareceria entre os vídeos.

Outra idéia que merece destaque é o iThryv.com, que tem como intenção iniciar os jovens no planejamento de gastos e nos investimento, dando dicas de como poupar dinheiro e ver como fazer pequenos investimentos.

MySpace off-line via Google Gears
Mais um exemplo da amizade colorida entre Google e MySpace. Desta vez, o fundador da rede social disse com todas as letras que prepara uma versão off-line do seu site. O objetivo implícito da jogada é transformar a rede social em uma espécie de media player integrado com loja virtual, assim entrando em rota de colisão com o iTunes.

Internet embutida
Sem tanto destaque, mas com intenções muito boas, está o serviço KallOut, que cria menus de contexto para cada texto selecionado com o mouse. Em um documento do Word, por exemplo, bastariam dois cliques para enviar o trecho por e-mail ou pesquisar um termo na Wikipedia ou no Google Maps. Nos vídeos e demonstrações funciona de forma surpreendentemente simples e boa. Usuários de Windows XP e Vista já podem experimentar o serviço.

Outra iniciativa bacana é o Dotspots, que permite adicionar “bolhas” de comentários em qualquer trecho de texto publicado na internet. Usuários cadastrados no serviço poderiam ver o que seus pares acharam de uma notícia ou dar suas opiniões simplesmente deixando o mouse sobre um pequeno link. Se o mundo inteiro usasse isso, poderia virar uma bagunça. Mas como projeto, parece legal.

Monitoramento de reputação
Toda empresa de porte já está bastante atenta ao comportamento dos seus clientes na internet. E o site StockMood quer facilitar o trabalho dessas empresas. Usando inteligência artificial o serviço promete analisar notícias que falam sobre uma marca ou produto e definir se a cobertura da imprensa e dos blogueiros está sendo negativa ou positiva. Em um caso ou em outro, a ferramenta cria uma métrica que relaciona a popularidade do item com o comportamento das ações da empresa. Tudo isso com gráficos e em uma interface que lembra bastante o Google Analytics. Marissa Mayer do Google, disse que “amou” o StockMood.